Lewis Carroll na Ilha de Lost

25 04 2010

Por Stefanie Duarte

Nem Lost escapou de “Alice no País das Maravilhas”. No episódio “Coelho Branco” Jack e Locke, discutem enquanto Jack conta para Locke sobre suas visões, e o mesmo o aconselha a segui-las, como em Alice. É aí que Locke diz “‘Eu olhei dentro dos olhos dessa Ilha e o que eu vi… foi lindo’, referindo-se ao encontro dele com o Monstro





Hackeando o coelho branco

25 04 2010

Por Stefanie Duarte

Siga o coelho branco.
Knock Knock Neo.

Quem não se lembra dessa cena do filme Matrix? E a partir daí que a saga de Neo começa para salvar o mundo e libertar a humanidade das máquinas “malignas”. Neo, um hacker, (onde nos vem a mente toda aquela história de comunidade Hacker, virtual, cultura tecnomeritocrática e afins) tem que seguir o coelho branco, assim como Alice no País das Maravilhas, para chegar a uma terra desconhecida e encontrar sua missão.

E quando o herói chega até Morpheus, a escolha não poderia remeter mais ao filme: a escolha entre tomar a pílula vermelha ou azul, (“Eu imagino que você esteja se sentindo meio que como Alice, entrando na toca do coelho”, diz Morpheus quando encontra Neo pela primeira vez) assim como Alice quando chega ao fim da caverna e se encontra com a porta falante.





Alice: Inspiração para os Beatles

25 04 2010

Por Stefanie Duarte

John Lennon era um grande fã do Lewis Carroll. Tanto é que o poeta figurou entre seus escolhidos para aparecer na capa do Sgt. Pepper. Uma das namoradas de Lennon intepretou “Alice” no filme “Alice no país das maravilhas” em 1958, a conhecida Jane Asher (que aparecer no 00:54 do trailer)

Já em 1985, uma série foi exibida na Tv Britânica onde juntava os dois livros de Lewis Carroll sobre “Alice”, dirigidas pelo produtor Allen. E quem interpretou a tartaruga foi o próprio Ringo Star!

Já a filha de Paul McCartney, Stella McCartney, foi quem desenhou a maioria das jóias usadas pelas personagens do filme atual, dirigido por Tim Burton.

Para completar, o Chapeleiro Maluco, interpretado por Johnny Deep, já teve uma banda cover dos Beatles.

Sem contar as inúmeras canções compostas por John Lennon que fazem menção ao filme…como por exemplo “I Am The Walrus”, onde em entrevista a Playboy, ele mesmo admite a façanha “ (…) É de ’The Walrus and the Carpenter.’ ‘Alice in Wonderland.’ Para mim, este é um lindo poema. Nunca percebi que Lewis Carroll estava criticando o sistema capitalista. Nunca me aprofundei no que ele queria dizer com isso, como as pessoas vem fazendo com os Beatles. Mais tarde, eu refleti e percebi que a Morsa era o vilão da história e o Carpinteiro era o mocinho. Eu pensei ‘droga, escolhi o cara errado. Eu deveria dizer ‘I am the carpenter’. Mas aí não seria a mesma coisa, né?…’





Alice no país da Piração

25 04 2010

Por Stefanie Duarte


Alice no País das Maravilhas, filme dirigido por Tim Burton e protagonizado por atores de nome como Johnny Deep, estreou nos cinemas do Brasil na última sexta-feira, dia 23, e vem alcançando uma bilheteria considerável no mundo. Baseado na obra de Lewis Carroll, o livro não nasceu de uma pesquisa profunda ou de uma imaginação fértil que demorou meses para ser transferida para o papel.

Carroll inventou a história na hora, para uma garotinha chamada Alice Liddel (daí vem o nome da protagonista) amiga do autor, e então foi convencido a organizar o conto de fadas para que virasse livro.

Há quem diga que “Alice no país das maravilhas” faz menções às drogas e que não é mesmo para crianças. Porém, se esquecem de analisar o contexto da época. Se a obra não é para crianças, não é por fazer menção às drogas ou a viagens sem explicação, mas porque os pequenininhos não são capazes de entender a mensagem política que é intencionalmente passada com esse conto.

O coelho apressadinho, e sempre atrasado, representa a sociedade da época, contando que a mesma estava inserida na Dinastia Hanôver, governada pela rainha Vitória (representada pela Rainha de Copas e sua famosa frase “Cortem a cabeça!”)com pulso firme. E quanto a lagarta gigante que conversa “viajando” com filosofias sem nexo fumando naruilé¿ É claro que o consumo do ópio fica óbvio, mas novamente o contexto explica tudo: naquele período, o ópio tinha uso medicinal .

Lewis Carroll, que é associado freqüentemente com o uso de LSD ( os cogumelos de Alice, o narguilé) não tem nenhum indício, em sua biografia, de uso de qualquer substancia ou entorpecentes, além de que, no livro, existem enigmas lógicos e matemáticos muito complexos para que alguém não são pudesse escrever.

A única especulação realmente verdadeira é a que diz respeito ao Gato do sorriso delirante. Carroll tinha enxaqueca crônica, e portanto, várias alucinações durante suas crises (isso explica o fato do Gato aparecer e desaparecer). Já o chapeleiro maluco também leva seu fundinho de verdade. Muitos chapeleiros realmente enlouqueciam devido ao fato de que os chapéus eram confeccionados a partir do mercúrio.





Alice junkie ou Alice cri cri?

21 04 2010

Alice no País das Maravilhas foi um grande sucesso da literatura em sua época e o é até os dias atuais, além de ser um sucesso de cinema como animação e atualmente com o filme estrelado por Johnny Depp.

É sabido que Charles Dodson, conhecido pelo pseudônimo Lewis Carroll, pode-se ter utilizado referencias a pessoas reais e a situações passadas no edifício da Universidade de Oxford, bem como sua arquitetura, para criar a história. Mas seria somente isso presente no conto?

Diversas passagens do livro podem ser vistas como uma mascarada – ou nem tanto – apologia as drogas, bem como as viagens produzidas por certas substâncias.

Como exemplo, temos a própria Alice, que ao seguir um coelho vestido como humano, cai em um buraco e desce por um túnel com cadeiras, mesas, espelhos e livros flutuantes. Mais a frente, no final da descida, Alice tenta entrar pela mínima porta que tem rosto, que logo pergunta “porque não dá uma olhada na garrafa em cima da mesa?”, que até o presente momento não existia e que surge inesperadamente. Ela toma o conteúdo da garrafa e diminui de tamanho. Que liquido misterioso seria esse? Algum tipo de bebida alcoólica ou algum tipo de chá alucinógeno, como o chá de Yagé? Chá esse que produz diversos efeitos, dentre eles a ilusão de objetos que ficam maiores ou menores. No livro “Adolescência, drogas e violência”, o autor Marcus Vinicius Mathias fala sobre os tipos de bebidas que Alice experimenta no conto de Carroll e sobre as fantasias da garota sobre o mundo adulto, moralista e cheio de regras ilógicas. Podemos ver, nessa passagem a figura da Rainha de Copas com o moralismo e as regras, que na verdade não possuem qualquer lógica, uma vez que o que a Rainha sabe fazer melhor é mandar decapitar inocentes. Além disso, ao precisar da chave para destrancar a porta, Alice precisa comer um docinho colorido com a sentença “Eat me” escrita. Nada difícil lembrar o Ecstasy.

Alice, então, acaba por conhecer a famosa Lagarta, que vive a fumar um cachimbo que produz uma fumaça colorida. Advice from a Caterpillar A menina confessa estar passando por uma crise de identidade, devido as suas constantes transformações. A lagarta, então já transformada em borboleta, dá um conselho para a menina, que está com apenas 10 centímetros, “um lado te fará crescer, e o outro lado te fará diminuir”, ao cabo que a garota pergunta, o inseto responde “do cogumelo, claro!”. Isso é, visto por alguns como influência da lagarta/borboleta para que Alice tente  apaziguar a tristeza e a crise com o uso de drogas.

O Chapeleiro Maluco, ou Mad Hatter, pode ser visto como um símbolo claro de crítica aos ingleses tradicionais da época vitoriana, pois ficou tão ligado e preso as tradições que acabou enlouquecendo, porém, no livro “As portas da percepção”, Aldous Huxley Continue lendo »





Miss Lulu Photograpy

19 04 2010

Lucia Holm, 27 anos, mais conhecida como Miss Lulu and The Teaspoon Shortage, de New Jersey, é formada em Fine Arts de Rhode Island School of Design, em 2004, e fez Mestrado em Belas Artes pela New York Academy of Art, em 2006. Logo partiu para o ramo da fotografia, o que antes era um hobby, hoje é uma profissão.

O interessante de suas fotos, são as combinações dos ambientes fotografados, junto com uma boa iluminação formando uma bela composição, além disso Lulu, ao mesmo tempo que fotografa, participa de suas fotos como personagem.

Escolhi essa foto que a fotografa faz uma alusão à Alice no País das Maravilhas, espero que gostem.

Confiram aqui o site da fotógrafa!

Miss Lulu in Wonderland

Por: Fernanda Mariano





Música para os seus ouvidos

18 04 2010

Mas, o que seria um filme sem a sua Trilha Sonora? O responsável pela a Trilha de Alice no País das Maravilhas foi Danny Elfman, antigo membro banda Oingo Boingo.

Ele já participou de várias Trilhas Sonoras cinematográficas entre as quais se destacam: Batman, O Homen-Aranha, Batman- O Retorno, O procurado, Edward Mãos de Tesoura e A Fantástica Fábrica de Chocolate, os dois últimos filmes são também do diretor Tim Burton.

Nunca antes, a Disney investiu tanto na trilha sonora de um filme live-action. O álbum, ganhou o título Almost Alice.

Confira a lista completa:

1. Avril Lavigne – “Alice (Underground)”
2. The All-American Rejects – “The Poison”
3. Owl City – “The Technicolor Phase”
4. Shinedown – “Her Name Is Alice”
5. All Time Low – “Painting Flowers”
6. Metro Station – “Where”s My Angel”
7. Tokio Hotel and Kerli – “Strange”
8. 3OH!3 ft. Neon Hitch – “Follow Me Down”
9. Robert Smith – “Very Good Advice”
10. Mark Hoppus with Pete Wentz – “In Transit”
11. Plain White T”s – “Welcome to Mystery”
12. Kerli – “Tea Party”
13. Franz Ferdinand – “The Lobster Quadrille”
14. Motion City Soundtrack – “Running Out of Time”
15. Wolfmother – “Fell Down a Hole”
16. Grace Potter and the Nocturnals – “White Rabbit”