Biblioteca em São Paulo: Lazer e cultura

28 05 2010

Há tempos a biblioteca deixou de ser aquele lugar monótono, hoje livrarias e bibliotecas, tornaram-se ótimos pontos de encontro para reuniões, café, programação cultural e lazer.
Na vertente dessa nova tendência que, ao que parece, veio para ficar, o paulistano tem, desde janeiro de 2010, à sua disposição, a Biblioteca de São Paulo, já carinhosamente conhecida como BSP por adultos e crianças que a frequentam o local.
Instalada no Parque da Juventude – onde ficava a Casa de Detenção de São Paulo, popularmente conhecida como Carandiru – e com fácil acesso pelo metrô, a biblioteca ocupa um espaço de 4,2 mil m², com muito conforto e luz natural. Tal espaço polivalente é muito comum em outras áreas da cidade, mas na zona norte é novidade, tanto que a BSP é a parada quase que obrigatória para estudantes de todos os níveis, do pré ao superior, de escolas da região. O que mais se vê em termos de vestimenta são uniformes escolares. Outra grata surpresa é o número de aposentados presentes.
A frequência é mais que justificável. A biblioteca tem uma infinidade de títulos, antigos e recém lançados, em livros, revistas e jornais – inclusive de outros países, que até são encontrados com facilidade em São Paulo, mas são caros -, CDs, audiolivros, jogos eletrônicos e filmes, além de computadores conectados à internet e até mesmo leitores eletrônicos para e-books. Muito bem abastecida e com uma concepção arquitetônica de primeira linha, a BSP serve ao estudo e ao lazer com a mesma competência, e em breve colocará em funcionamento um grande espaço externo com um arrojado café.
Há também um espaço para literatura adulta, cursos e oficinas variados – e não necessariamente voltados para a literatura, contemplando até mesmo ideias revolucionárias de arte, como o grafite – e contação de histórias para crianças e adultos. Outro diferencial serão os shows e saraus e um auditório para eventos.

Para fazer a carteirinha da BSP é só apresentar documento de identidade e comprovante de residência. Porém, até mesmo moradores de rua podem se credenciar. Inclusão social ao pé da letra.
A administração da biblioteca está a cargo da Poiesis, mesma organização que cuida da Casa das Rosas e do Museu da Língua Portuguesa, ambos em São Paulo. O local funciona, ainda, como um quartel general para as quase mil bibliotecas públicas do estado.
A Biblioteca de São Paulo funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 21h, e nos sábados, domingos e feriados, das 9h às 19h. Fica a poucos metros da estação Carandiru do metrô. O telefone é o (11) 2089-0800

Por: Fernanda Mariano

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Conheça o Brasil sem sair de São Paulo

28 05 2010

A 5° edição do Salão do Turismo – “Roteiros do Brasil”, teve abertura nesta ultima quarta-feira, 26, e até domingo, 30, vai receber seus convidados no Parque Anhembi, em São Paulo.

A exposição é promovida pelo Governo Federal e pelo Ministério do Turismo. Ela apresenta o turismo brasileiro para quem quer viajar ou fechar bons negócios em outros estados.

É bem legal, porque além dos visitantes terem a oportunidade de conhecer diferentes roteiros turísticos, eles têm a chance de adquirir pacotes de viagens, ver e comprar artesanato, produtos da agricultura e conhecer a gastronomia típica de cada lugar. Também tem palestras e debates sobre cada região.

A avaliação do encontro também foi positiva. Quase 60% dos participantes o consideraram ótimo e 41% bom. A estudante de hotelaria Débora Santana, há três anos vai conferir as novidades do salão. “Este ano eu ainda não fui, vou no sábado, 29. Essa exposição é válida para qualquer pessoa, acho muito importante, ainda mais para o meu curso, conhecer nosso país. Para quem não tem a oportunidade de visitar todos esses estados, fica conhecendo um pouquinho mais através do salão, que, aliás, cada ano está melhor”.

5º Salão do Turismo – 26 a 30 de maio/10
Local: Parque Anhembi – Pavilhões Norte/Sul.
Endereço: Avenida Olavo Fontoura, 1209 – Santana
São Paulo – SP





Virada Cultural… de carro!

21 05 2010

Por Magdalena Bertola

Bom, a Virada pode ter sido super legal para muita gente, apesar de tanta briga e bêbados, os shows em geral são bem divertidos e as bandas gostam bastante de se apresentar pro pessoal que se desloca no meio de uma multidão daquelas para vê-los, além de ser de graça!
Mas para os motoristas (ou passageiros) a Virada foi um tanto quanto incomoda, claro que era um evento que tinha de tudo para não ter carros, mas muitas pessoas que precisaram cruzar o centro de carro (meu infeliz caso) tiveram de se contentar com uma boa espera sem nada pra fazer e com um pouco de medo do povo que havia passado do ponto com os narcóticos.
No meu caso, fui apenas do final do Minhocão até o Largo do Arouche e a rua Rego Freitas, e isso levou quase uma hora, sim sim, além de várias vias fechadas por causa dos shows, o congestionamento era de pessoas e não de carros. Por conta do grande volume de pessoas em todas as ruas famosas e vias vizinhas, os carros permaneciam parados durante boa parte do trajeto.
O causo foi o seguinte: fui levar minha mãe em uma festa na rua Rêgo Freitas, como sempre, peguei a avenida Francisco Matarazzo em direção ao elevado para pegar a avenida São João que, para a minha surpresa (pois incrivelmente havia me esquecido do acontecimento da Virada Cultural), a rua que dava acesso a S João estava fechada, tive, então, de ir até o Santa Cecília e de lá chegar até o local, e isso levou quase uma hora, e, coitada de mamãe, teve de ir metade do trajeto a pé pois perdeu a paciência de ficar no carro. Quem se deu mal fui eu, que tive de voltar pra casa – apesar de ter ficado louca para me jogar na festa e ver Living Colour, o desfile de luzes, as Sombras na Arquitetura, Velhas Virgens e Titãs –, de carro e enfrentar todo aquele transito!

Mas de qualquer forma, apesar das brigas e dos inconvenientes providos pelo evento, essa é uma iniciativa legal para quem gosta de se divertir com pouca grana. Portanto, com experiência de duas Viradas Culturais, digo, na próxima, vá com roupa confortável, dinheiro e celular bem escondidos e, de maneira alguma, se envolva em brigas. Pode, sim, ser difícil muitas vezes, mas num local cheio de gente e com um policiamento que não é dos mais eficientes, vale a pena levar um desaforo mas chegar inteiro em casa.

Mas, mudando de assunto, só posso dizer que na primeira Virada Cultural, o show do Inocentes foi ótimo e para minha surpresa foi calmo! Eu apoio a Virada Cultural, afinal São Paulo é uma cidade extremamente corrida e estressante, claro que com diversas opções de baladas e bares todos os dias da semana, mas esse tipo de evento em geral pode ser usado para rever ou simplesmente trombar sem querer naqueles velhos amigos ou conhecidos, além do mais, o metrô é 24 horas, e nossa grande e cinza cidade precisa, de vez em quando, de uma diversão. Mas apoio também às pessoas que deixam o stress e as “tretas” em casa para se divertirem e não “cobrar” visual ou brigas no evento.





Afinal, Quem é Andy Warhol?

13 05 2010

Em vários post anteriores falamos do Andy Warhol. Mas afinal quem é ele? Sabemos que ele é o pai da pop art e agora você vai ficar sabendo um pouco mais…

Ele nasceu em 1928 em Pittsburgh, Pensilvânia, Estados Unidos. Andrew Warhola ou Andy Warhol estudou design, trabalhou em revistas renomadas como a Vogue, Harper’s Bazaar e The New Yorker, além de anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas. Com os trabalhos ganhou vários prêmios (no Art Director’s Club e no The American Institute of Graphic Arts).

Seu trabalho começou a ganhar visibilidade no final da década de 50, quando expôs latas de sopa Campbell pintadas à mão e uma galeria em Los Angeles. (No post O que é Pop Art? você pode saber um pouco mais dessa obra)

Lada de sopa Campbell pintada pelo artista

Em 62 ele começou a trabalhar definitivamente com serigrafia e outros meios de reprodução mecânica, que começou a eliminar traços entre fotografia e pintura das obras.





Lewis Carroll na Ilha de Lost

25 04 2010

Por Stefanie Duarte

Nem Lost escapou de “Alice no País das Maravilhas”. No episódio “Coelho Branco” Jack e Locke, discutem enquanto Jack conta para Locke sobre suas visões, e o mesmo o aconselha a segui-las, como em Alice. É aí que Locke diz “‘Eu olhei dentro dos olhos dessa Ilha e o que eu vi… foi lindo’, referindo-se ao encontro dele com o Monstro





Hackeando o coelho branco

25 04 2010

Por Stefanie Duarte

Siga o coelho branco.
Knock Knock Neo.

Quem não se lembra dessa cena do filme Matrix? E a partir daí que a saga de Neo começa para salvar o mundo e libertar a humanidade das máquinas “malignas”. Neo, um hacker, (onde nos vem a mente toda aquela história de comunidade Hacker, virtual, cultura tecnomeritocrática e afins) tem que seguir o coelho branco, assim como Alice no País das Maravilhas, para chegar a uma terra desconhecida e encontrar sua missão.

E quando o herói chega até Morpheus, a escolha não poderia remeter mais ao filme: a escolha entre tomar a pílula vermelha ou azul, (“Eu imagino que você esteja se sentindo meio que como Alice, entrando na toca do coelho”, diz Morpheus quando encontra Neo pela primeira vez) assim como Alice quando chega ao fim da caverna e se encontra com a porta falante.





Alice: Inspiração para os Beatles

25 04 2010

Por Stefanie Duarte

John Lennon era um grande fã do Lewis Carroll. Tanto é que o poeta figurou entre seus escolhidos para aparecer na capa do Sgt. Pepper. Uma das namoradas de Lennon intepretou “Alice” no filme “Alice no país das maravilhas” em 1958, a conhecida Jane Asher (que aparecer no 00:54 do trailer)

Já em 1985, uma série foi exibida na Tv Britânica onde juntava os dois livros de Lewis Carroll sobre “Alice”, dirigidas pelo produtor Allen. E quem interpretou a tartaruga foi o próprio Ringo Star!

Já a filha de Paul McCartney, Stella McCartney, foi quem desenhou a maioria das jóias usadas pelas personagens do filme atual, dirigido por Tim Burton.

Para completar, o Chapeleiro Maluco, interpretado por Johnny Deep, já teve uma banda cover dos Beatles.

Sem contar as inúmeras canções compostas por John Lennon que fazem menção ao filme…como por exemplo “I Am The Walrus”, onde em entrevista a Playboy, ele mesmo admite a façanha “ (…) É de ’The Walrus and the Carpenter.’ ‘Alice in Wonderland.’ Para mim, este é um lindo poema. Nunca percebi que Lewis Carroll estava criticando o sistema capitalista. Nunca me aprofundei no que ele queria dizer com isso, como as pessoas vem fazendo com os Beatles. Mais tarde, eu refleti e percebi que a Morsa era o vilão da história e o Carpinteiro era o mocinho. Eu pensei ‘droga, escolhi o cara errado. Eu deveria dizer ‘I am the carpenter’. Mas aí não seria a mesma coisa, né?…’