Obama e Robin Hood. Nova dupla?

12 05 2010

Oláá!

Ainda segue o papo sobre o artista Andy Warhol. Eu estava vendo algumas notícias e vi essa foto:

Bom, eu não sei se vocês sabiam, mas essa imagem foi feita por um artista chamado Shepard Fairey. Na época ele era quase um anônimo que usava em seus trabalhos a mesma técnica que o pai da pop art e, que por livre e espontânea vontade resolveu fazer a imagem do então cantidato Obama, que em minutos virou febre em toda a campanha.

O pôster é feito nas cores vermelha, azul e branca (as mesmas da bandeira dos EUA) é comparado ao semblante daquela imortal imagem do Che Guevara.

É claro que eu nem preciso contar que a vida desse artista deu uma reviravolta. Ele abriu a agência de design Studio Number One, criou a grife de roupas Obey, a revista de cultura pop Swindle e a galeria de arte Subliminal Projects.

Ele faz trabalhos para capas de CDs, cartazes de filmes, livros… Além de publicidades para a rede de supermercado Wall-Mart, Seven Up e Volswzgen.

Um sucesso tão imediato quanto esse gerou algumas discussões e acusações, como a dele ter renegado às suas origens se entregando ao mundo capitalista e ao responder, “diz ser um Robin Hood da arte, que usa o mercado para continuar divulgando suas mensagens subversivas: fazer parte do mundo da arte comercial e compreendê-la é, de certa maneira, como uma infiltração. Porque sempre senti que grande parte do meu trabalho era uma reação à propaganda e uma forma de compreender como a propaganda funciona. Arte e comércio necessitam um do outro”.

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Peace and Love

8 04 2010

No post anterior um pequeno parágrafo fala: “Voltando a meados dos anos 70, temos os nem tão comportados, porém pacifistas hippies, que com seu rock progressivo cantavam o hino de uma geração um tanto quanto viajada pelo LSD e pela vontade de viver em um mundo onde fadinhas verdes e duendes moradores dos cogumelos fossem livres e trouxessem felicidade para os humanos”. (Magdalena B.)

Vamos mergulhar um pouco mais a fundo dessa época. Hippie deriva de hipster, palavra que designava as pessoas nos EUA que se envolviam com a cultura negra. Um movimento de contracultura que nasaceu na Califórnia, EUA, na década de 60 e que no Brasil chegou somente na década de 70.


As comunidades Hippies envolviam questões ambientais, a prática do nudismo e a emancipação sexual. Eles adotavam um modo de vida voltado para a comunidade, abraçavam religiões como o budismo, hinduismo e estavam em desacordo com a economia capitalista e totalitára da época. Existiam coisas mais importantes do que ficar desfilando com carros novos, contanto notinhas verdes ou acumulando eletrodomésticos, “havia chegado a hora do poder da flor se opor ao das armas e das máquinas. A filosofia do flower and power era drop out, saltar o muro e cair fora do sistema desacreditado. Sexo, drogas e rock’roll: a imaginação, um poder novo, dentro de um submarino amarelo.”

A década de 60 foi, sobretudo, a época do surgimento de uma nova juventude, que transitou até substituir James Dean e Elvis Presley pela rebeldia política de Che Guevara e a moral de Jimi Hendrix, que talvez seja a maior celebridade hippie internacional e por toda uma constelação de pop-stars que morreu vítima da overdose de drogas. No Brasil um nome de destaque nessa época é Raul Seixas, que lançou um dos slogans do movimento: “Faça o que tu queres pois é tudo da lei”.

Ainda no meio musical, os Beatles, banda de rock da Inglaterra, foi uma grande influência na época, não só na música como também no modo de vestir, corte de cabelo e a forma de ser, que foi modelo para muitos jovens daquela geração.

Uma das frases associada a este movimento foi “Paz e Amor” – “Peace and Love”, uma resposta á expressão “Ban the Bomb”, a qual criticava o uso de armas nucleares.






As influências dos influentes

5 04 2010

Por Magdalena Bertola

O que vende atualmente no mundo musical são os tipinhos coxinhas e garotas malvadas. Isso também serve para o mundo fashion, onde o estilo bem-comportado de homens e mulheres estão fazendo mega sucesso, com suas roupas bonitinhas e muitas vezes lembrando o estilo nerd, enquanto do outro lado, tecidos sintéticos, sapatos fenomenais, maquiagens e penteados alucinantes fazem a cabeça da galera fashionista.

Porém, devemos lembrar-nos do que influenciou essa nova geração a ser assim, tanto na música, quanto na moda.

Voltando a meados dos anos 60, temos os nem tão comportados, porém pacifistas hippies, que com seu rock progressivo cantavam o hino de uma geração um tanto quanto viajada pelo LSD e pela vontade de viver em um mundo onde fadinhas verdes e duendes moradores dos cogumelos fossem livres e trouxessem felicidade para os humanos.

Já nos anos 70, os Disco, que no Brasil são popularmente chamados de Lagartixa, surgiam com suas calças boca de sino e black powers, embalados pelo filme de John Travolta Os embalos de sábado a noite. No final da mesma década, os punks surgiam como uma resposta a toda aquele mundo feliz promovido pelos homens cabeludos e pelas mulheres das flores. Os punks gritavam revolução a todo custo, fosse com violência ou não, afinal, a maneira pacifista dos hippies não dera certo, então talvez a hora da briga tivesse chegado. Moicanos, roupas rasgadas, cabelos estilo Spike, alfinetes, rebites e coturnos adornavam aquelas pessoas que gritavam por um mundo diferente no qual o governo ouvisse a população. Com o propósito de chocar e mudar a sociedade em geral a partir disso, os punks ainda rodeiam o mundo, apesar de muitas coisas terem mudado.

Já no inicio dos anos 80 um tipo diferente surgia. Chamados de “punks de boutique” durante um bom tempo, os darks surgiam como que filhos do punk não contentes com o resultado da empreitada revoltosa.

Esse grupo que muitos não entendem, que caminham por cemitérios, usam maquiagem carregada e roupas pretas cantam a voz de uma geração desolada e sem esperanças. Muitas das letras consideradas mórbidas possuem grande cunho político, porém escondido por detrás da falta de esperanças da tribo urbana que era a que não se conformava, mas não tinha mais forças para lutar. Muitas vezes, a musica gótica/dark também se utilizava do irônico grotesco e do humor negro para demonstrar o descontentamento, além das influências de filmes de horror e terror cômico dos anos 30,40 e 50 nos visuais. Continue lendo »