Alice: Inspiração para os Beatles

25 04 2010

Por Stefanie Duarte

John Lennon era um grande fã do Lewis Carroll. Tanto é que o poeta figurou entre seus escolhidos para aparecer na capa do Sgt. Pepper. Uma das namoradas de Lennon intepretou “Alice” no filme “Alice no país das maravilhas” em 1958, a conhecida Jane Asher (que aparecer no 00:54 do trailer)

Já em 1985, uma série foi exibida na Tv Britânica onde juntava os dois livros de Lewis Carroll sobre “Alice”, dirigidas pelo produtor Allen. E quem interpretou a tartaruga foi o próprio Ringo Star!

Já a filha de Paul McCartney, Stella McCartney, foi quem desenhou a maioria das jóias usadas pelas personagens do filme atual, dirigido por Tim Burton.

Para completar, o Chapeleiro Maluco, interpretado por Johnny Deep, já teve uma banda cover dos Beatles.

Sem contar as inúmeras canções compostas por John Lennon que fazem menção ao filme…como por exemplo “I Am The Walrus”, onde em entrevista a Playboy, ele mesmo admite a façanha “ (…) É de ’The Walrus and the Carpenter.’ ‘Alice in Wonderland.’ Para mim, este é um lindo poema. Nunca percebi que Lewis Carroll estava criticando o sistema capitalista. Nunca me aprofundei no que ele queria dizer com isso, como as pessoas vem fazendo com os Beatles. Mais tarde, eu refleti e percebi que a Morsa era o vilão da história e o Carpinteiro era o mocinho. Eu pensei ‘droga, escolhi o cara errado. Eu deveria dizer ‘I am the carpenter’. Mas aí não seria a mesma coisa, né?…’





Alice junkie ou Alice cri cri?

21 04 2010

Alice no País das Maravilhas foi um grande sucesso da literatura em sua época e o é até os dias atuais, além de ser um sucesso de cinema como animação e atualmente com o filme estrelado por Johnny Depp.

É sabido que Charles Dodson, conhecido pelo pseudônimo Lewis Carroll, pode-se ter utilizado referencias a pessoas reais e a situações passadas no edifício da Universidade de Oxford, bem como sua arquitetura, para criar a história. Mas seria somente isso presente no conto?

Diversas passagens do livro podem ser vistas como uma mascarada – ou nem tanto – apologia as drogas, bem como as viagens produzidas por certas substâncias.

Como exemplo, temos a própria Alice, que ao seguir um coelho vestido como humano, cai em um buraco e desce por um túnel com cadeiras, mesas, espelhos e livros flutuantes. Mais a frente, no final da descida, Alice tenta entrar pela mínima porta que tem rosto, que logo pergunta “porque não dá uma olhada na garrafa em cima da mesa?”, que até o presente momento não existia e que surge inesperadamente. Ela toma o conteúdo da garrafa e diminui de tamanho. Que liquido misterioso seria esse? Algum tipo de bebida alcoólica ou algum tipo de chá alucinógeno, como o chá de Yagé? Chá esse que produz diversos efeitos, dentre eles a ilusão de objetos que ficam maiores ou menores. No livro “Adolescência, drogas e violência”, o autor Marcus Vinicius Mathias fala sobre os tipos de bebidas que Alice experimenta no conto de Carroll e sobre as fantasias da garota sobre o mundo adulto, moralista e cheio de regras ilógicas. Podemos ver, nessa passagem a figura da Rainha de Copas com o moralismo e as regras, que na verdade não possuem qualquer lógica, uma vez que o que a Rainha sabe fazer melhor é mandar decapitar inocentes. Além disso, ao precisar da chave para destrancar a porta, Alice precisa comer um docinho colorido com a sentença “Eat me” escrita. Nada difícil lembrar o Ecstasy.

Alice, então, acaba por conhecer a famosa Lagarta, que vive a fumar um cachimbo que produz uma fumaça colorida. Advice from a Caterpillar A menina confessa estar passando por uma crise de identidade, devido as suas constantes transformações. A lagarta, então já transformada em borboleta, dá um conselho para a menina, que está com apenas 10 centímetros, “um lado te fará crescer, e o outro lado te fará diminuir”, ao cabo que a garota pergunta, o inseto responde “do cogumelo, claro!”. Isso é, visto por alguns como influência da lagarta/borboleta para que Alice tente  apaziguar a tristeza e a crise com o uso de drogas.

O Chapeleiro Maluco, ou Mad Hatter, pode ser visto como um símbolo claro de crítica aos ingleses tradicionais da época vitoriana, pois ficou tão ligado e preso as tradições que acabou enlouquecendo, porém, no livro “As portas da percepção”, Aldous Huxley Continue lendo »