Termination Bliss

3 06 2010

Por Magdalena Bertola

O domingo passado foi assombrado em São Paulo. Em plena rua Cardeal Arcoverde, um encontro de pessoas de preto, roupas de vinil, botas e quepes militares acontecia. Para os fãs de música industrial, foi um dia incrível. Incrível porque foi o primeiro show da banda sueca Deathstars em terras tupiniquins. O quinteto só podia mesmo atrair um público assim, afinal, desde 2000, a banda que foi formada por ex-integrantes do Dissection e do Swordmaster, têm letras que falam de morte, experiências pessoais e principalmente, muita ficção cientifica, que pode ser vista como um grande protesto, principalmente no cd Synthetic Generation (2002). Alias, o nome dessa matéria é o nome do cd que a banda lançou em 2006 e que conta com músicas ótimas, como Tongues, Blitzkrieg, Cyanide e Play God, todas cantadas em coro pela platéia.

Deathstars em São Paulo

A casa onde foi o show deu um pouco de pano pra manga no meio dos fãs, uma vez que, em dias “comuns” o Carioca Club nem chega perto de ser um local onde uma banda de rock tocaria, pois, seu calendário, em geral, é recheado de grupos de pagode e forró. Mas de qualquer forma, com a galera e a banda certa, a casa conseguiu cumprir o papel para o qual havia se designado. O local, pelo visto, está querendo expandir seu “cardápio artístico”, pois, logo, haverá outra banda de rock internacional na casa, o Dark Tranquillity.

Mas, mesmo com o local estranho para meus padrões, estive lá, e só posso dizer que, mesmo sendo fã da banda há anos, foi melhor do que eu esperava, apesar do atraso (que depois descobri ser por conta de uma intoxicação alimentar do baixista Skinny Disco, como o próprio postou em seu blog), foi incrível, com show de luzes, ótimo som e longas conversas por parte do vocalista Whiplasher Bernadotte (Andreas Bergh) com a platéia, que gritava loucamente.

O guitarrista Cat Casino (Eric Bäckman) não deixou por menos, com gritos, caretas e grande atenção do público – principalmente das garotas –que se encontrava completamente enlouquecida. E o então doente baixista Skinny (Jonas Kangur) fazia questão de brincar com os espectadores mais próximos à ele (incluindo essa repórter que vos fala), com caretas, sorrisos, poses para a foto e até alguns “tiros” dados por seu contrabaixo, que ele empunhou como se fosse uma metralhadora.

Whiplasher usando o quepe de um fã sortudo

O guitarrista e tecladista Nightmare Industries (Emil Nödtveidt) ficou mais do seu lado do palco, o que foi uma pena, pois, além de ser um colírio, o rapaz faz bonito com sua ótima presença no palco, chamando a galera e pedindo mais gritos. O baterista Bone W Machine (Ole Öhman) por sua vez, só foi realmente visto pelo resto da platéia no final do show, quando veio à frente do palco para jogar suas baquetas para os mais sortudos. Mas isso não foi um problema para os fãs do baterista, afinal, poucos anos atrás, o moço não participou de turnês por conta de problemas pessoais e, mais tarde, por conta de um cotovelo seriamente machucado. Para nós, foi uma honra tê-lo aqui.

A estudante Raquel Dias, 24, estava emocionada, “Nem acredito que os vi, de verdade! Sou fã da banda há muitos anos e nunca imaginei que eles viriam para cá. O mais legal foi o Bone participar da turnê, ele é um grande baterista”, afirma.

Eu tenho de dizer que, se o Deathstars voltar ao Brasil, serei a primeira a comprar ingressos e ficarei tão contente como fiquei essa semana.

Bruno Honda, 19, que veio de Goiânia para São Paulo pela primeira vez só para ver o show, também não se contia de felicidade “Peguei uma palheta do Cat(Cassino), foi incrível, a palheta simplesmente voou pra mim! Curto a banda desde os 14 anos que quando descobri que eles vinham pra cá, guardei o máximo de dinheiro que pude pra poder vir.”

Só posso parabenizar a banda e agradecer (muito) a presença no nosso Brasil varonil. Pra quem curte rock com umas pegadas eletrônicas, ficção cientifica, vocais rasgados e robóticos, além de uma parcela de preocupação com a inteligência artificial, vale à pena conferir.





Arte futurista no meio de transporte

27 05 2010

Por Magdalena Bertola

Desde o dia 17 de abril desse ano, seis estações do metrô paulistano abrigam obras de arte. Mas não são obras de arte comuns, são obras de arte tecnológica, ou hi-tech, como muitos dizem. Tratam-se de atrações luminosas e interativas, na qual os usuários podem tocar e produzir sons e sensações a partir das obras, que fazem parte do acervo da Fundação Itaú Cultural.
As obras, desenvolvidas por artistas brasileiros e estrangeiros, estão disponíveis dentro das estações República, Brás e Corinthians-Itaquera, da linha vermelha, e Sé (linha vermelha e azul), Paraíso e Tiradentes, da linha azul.
Na estação República, em uma caixa de três paredes, com diversas linhas verticais luminosas, o usuário poderá ser o compositor de uma ópera, sim! Graças a instalação do OP_ERA, Sonic Dimensios, de Rejane Canroni e Daniela Kutschat, os usuários poderão ver as fileiras luminosas que produzem sons reagirem ao som da voz. Já na estação Brás, os usuários poderão ter um pouco de vertigem ao utilizarem a obra Descendo a Escada, de Regina Silveira, que dá aos visitantes a oportunidade de descer uma escada virtual.
Na estação Tiradentes, os usuários vão se deliciar em uma cachoeira de algarismos, criada por Raquel Kogan. Essa obra, entitulada Reflexão #3, é um espaço fechado e reservado, escuro propositalmente, para que as imagens possam ser projetadas nas paredes do local, e a entrada de poucas pessoas é recomendada para se aproveitar melhor.
Uma chuva de letras cai sobre a Corinthians-Itaquera. Trata-se da obra Text Rain, de Camille Utterback e Romy Achituv, onde as pessoas podem formar palavras com as letras que se acumulam na projeção de seus próprios corpos. Após a chuva, claro, surge o jardim, mas nesse caso, é na estação Paraíso, onde num jardim virtual com sementes e flores, o usuário pode interagir com as plantas, assoprando os dentes-de-leão e movimentando o conjunto.
Mas, é bom correr para aproveitar essas atrações cibernéticas engraçada e incríveis, pois a exposição só vai até o final desse mês!
Vale a pena!





Nova estação e seus dois anos de atraso

26 05 2010

Por Magdalena Bertola


A estação Paulista do metrô foi inaugurada terça passada e teve muita gente curiosa para ver como seria então, andar no tal “trem sem condutor”.
Muitos também ficaram curiosos com o fato de que os trens não possuem divisão entre um carro e outro. Estranho, não?
Pois bem, o metrô Paulista, porém, inaugurou com DOIS ANOS de atraso! Sim, quem lembra da história de quem em 2011 todas as estações estariam prontas? Pois é, até agora, só 2 foram entregues, e o prazo para a entrega das outras 9 estações é para 2014.
Esse trecho que demorou tanto tempo para ser inaugurado (quatro anos era o prazo, demorou seis) tem apenas 3,6km de extensão, e liga a Consolação à Faria Lima em menos de 4 minutos, o percurso, de carro e sem transito, seria feito em cerca de 15 minutos, enquanto de onibus, o tempo sobre para 22 minutos.
Um dos fatores para o atraso foi a demora nos processos de desapropriação, que duraram dois anos, além, claro, da abertura do “buraco do metrô”, na estação Pinheiros em 2007, que matou 7 pessoas.
As estações ficam em dois dos mais importantes centros financeiros e
empresariais da capital paulista.
Pelo menos, várias estações terão transferência para a linha vermelha, verde e azul, o que facilita, e muito, a vida do paulistano, uma vez que boa parte da população que vai pro centro de metro, ou sai de lá dessa maneira.
Vale lembrar que até o final das obras de todas as estações, esse trecho do metrô que vai da estação Paulista até a estação Faria Lima só funcionaram durante algumas horas do dia, das 9 da manhã às 15 horas. Ou seja, provavelmente que vai pro centro antes das 9 e volta antes das 15, ou vice-versa, só conseguirá pegar o metrô uma vez, mas isso já é ótimo, afinal, a entrada está sendo gratuita por enquanto. É bom aproveitar. O período reduzido é adotado para que sejam feitos os ajustes necessários quando o volume de passageiros é menor.





Linha 4-Amarela

25 05 2010

Os usuários de metrô em São Paulo ganharam mais uma linha – a linha 4 amarela, para facilitar sua locomoção na cidade.

A linha é definida pelas estações Luz e Vila Sônia. O primeiro trecho entre as estações, Faria Lima e Paulista, era para ser inaugurada em abril deste ano, mas foi adiada para hoje (25). Um detalhe, a abertura dos portões da estação estava prevista para as 12h em ponto, mas eu passei lá 12:25 hrs e ainda não tinham liberado a entrada dos passageiros e pior, os funcionários não tinham previsão de horário. Ok, isso acontece.

Existia um grande número de pessoas no local para acompanhar o evento e também andar pela primeira vez no novo metrô. A aposentada Dolores Rocha era uma delas, ela estava passando no local e resolveu fazer uma paradinha. “ É muito bonito tudo isso, essa estação é muito chique, toda de vidro, moderna. Eu não ando muito de metrô, mas vou querer andar hoje só para conhecer”.

A nova linha é integrada às três principais linhas (1-azul, 2-verde e 3-vermelha), além de outras duas em projeto, e vai ter integração aos terminais de ônibus nas estações Faria Lima, Butantã, São Paulo-Morumbi e possivelmente na Vila Sônia, numa segunda fase… isso é mais para o futuro.

O novo metrô está bem moderno, segue um esquema parecido com o da linha 14 de Paris, os trens serão de seis carros e não terão separação entre os vagões (você vai poder ver do começo ao fim do trem).

Gente, eu poderia ter tirado algumas fotos para vocês conhecerem melhor a nova estação, mas eu também passei lá meio sem-querer e estava sem máquina e o meu celular não tem câmera (juro!).






Seu álbum pode valer muito

24 05 2010

É possível contar nos dedos quem não tem o álbum da Copa do Mundo (eu sou uma delas), mas u vou falar uma coisa para vocês que estão completando o seu – ou que já completaram. Você pode ganhar uma bela grana com o seu álbum.

Eu tava procurando umas coisas no Mercado Livre e me deparei com os preços dos álbuns das Copas passadas. Alguém já viu quanto custa um álbum antigo? Olha, o preço é bem alto.

Tudo bem que você tem que desembolsar uma quantia grande para completar todo o álbum, são 640 figurinhas e cada pacotinho (que vem 3) custa 0,15 centavos, isso no final das contas dá R$ 99,90. Mas, se você guardar o seu, daqui alguns anos ele está valendo no mínimo o dobro do que você gastou.

Para vocês terem uma idéia, o álbum de 1998 está custando R$ 310, 00. Pensando um pouco mais no passado, o de 1986, você encontra por R$ 510,00. Para quem gosta, essa pode ser uma opção de negócio!





Em ano de Copa, esse é o assunto!

23 05 2010

Com a contagem regressiva já iniciada a Copa do Mundo, que começa no dia 11 de junho, é o evento mais comentado. Nessa época ninguém fala em outra coisa a não ser nela (até quem não entende de futebol quer dar palpite). Mas, a Copa também é tema de várias exposições culturais que está acontecendo aqui em São Paulo. Algumas opções são: o Museu do Futebol, o Memorial da América Latina e o Centro Cultural do Banco do Brasil.

“Copas de A a Z” vai mostrar a história da Copa do Mundo de uma maneira mais divertida. A exposição foi montada com 26 temas (uma para cada letra do alfabeto) e é no Museu do Futebol – no Estádio do Pacaembu. (De terça a domingo, das 10h às 17h. Praça Charles Miller. Preço R$ 6).

Na biblioteca do Memorial da América Latina, a mostra chama “Boladas”, que traz desenhos, pinturas, poesias e peças raras do mundo do futebol. Também no Memorial, na videoteca, está passando “O Cinema na Chuteira”, uma série de sessões com obras cinematográficas brasileiras dos últimos 50 anos sobre o tema. (Boladas, até 31 de maio, e Cinema na Chuteira, até 29 de maio. Memorial da América Latina. Sessões de filmes de terça a sexta, às 12h e 15h, e sábados às 12h00. Avenida Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda. Grátis).

E, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) a exposição é um pouco mais diferente. Onze cartunistas (como Ziraldo, Maurício de Souza e Chico Caruso) são os destaque da exposição “Craques do Cartum”. Os autores apresentarão caricaturas de boleiros, charges sobre os bons e maus momentos da seleção brasileira e sobre a popularidade do futebol ao redor do mundo. (Craques do Cartum. CCBB. A partir de 2 de junho. De terça a domingo, das 10h às 20h. Rua Álvares Penteado, 112, Centro. Grátis.)

Existe programação para todos os gostos. É só você escolher e ir…





E aí, vamos na Virada Cultural?

14 05 2010

Entre sábado (15) e domingo (16) vai acontecer a Virada Cultural Paulista 2010. São 24 horas de shows, peças de teatro, cinema… Uma programação completa no centro da cidade. Promovida pelo Governo do Estado deste 2007, a Virada atrai o mais variado público.

A estudante de artes cênicas Mayara Martins foi o ano passado e garante que não vai perder este ano. “É muito bem organizado, reúne pessoas de vários lugares interessados em uma única coisa: diversão. Vale a pena conhecer. Muitas pessoas acham que por ser no centro da cidade, existe perigo, mas os locais são tranqüilos e seguros. E a programação desde ano é muito boa”.

Para você que está querendo curtir a virada, a SPTrans criou uma linha especial que fará todo o circuito que tem programação. A Linha Virada Cultural estará disponível a partir das 17h, do sábado, até às 20h do domingo e circulará pela região dos palcos, cinemas, pistas e muito mais. Serão veículos acessíveis, para facilitar o embarque e desembarque de pessoas com mobilidade reduzida.

Aqui são algumas das atrações que você vai encontrar:

Zélia Duncan
Living Colour (EUA)
ABBA (Suécia/Inglaterra) – the Show
Jair Rodrigues
Leandro Sapucay
Titãs
Planta e Raiz
Cidade Negra & Ras Bernardo

Mas para saber a programação completa, clique aqui!