Peace and Love

8 04 2010

No post anterior um pequeno parágrafo fala: “Voltando a meados dos anos 70, temos os nem tão comportados, porém pacifistas hippies, que com seu rock progressivo cantavam o hino de uma geração um tanto quanto viajada pelo LSD e pela vontade de viver em um mundo onde fadinhas verdes e duendes moradores dos cogumelos fossem livres e trouxessem felicidade para os humanos”. (Magdalena B.)

Vamos mergulhar um pouco mais a fundo dessa época. Hippie deriva de hipster, palavra que designava as pessoas nos EUA que se envolviam com a cultura negra. Um movimento de contracultura que nasaceu na Califórnia, EUA, na década de 60 e que no Brasil chegou somente na década de 70.


As comunidades Hippies envolviam questões ambientais, a prática do nudismo e a emancipação sexual. Eles adotavam um modo de vida voltado para a comunidade, abraçavam religiões como o budismo, hinduismo e estavam em desacordo com a economia capitalista e totalitára da época. Existiam coisas mais importantes do que ficar desfilando com carros novos, contanto notinhas verdes ou acumulando eletrodomésticos, “havia chegado a hora do poder da flor se opor ao das armas e das máquinas. A filosofia do flower and power era drop out, saltar o muro e cair fora do sistema desacreditado. Sexo, drogas e rock’roll: a imaginação, um poder novo, dentro de um submarino amarelo.”

A década de 60 foi, sobretudo, a época do surgimento de uma nova juventude, que transitou até substituir James Dean e Elvis Presley pela rebeldia política de Che Guevara e a moral de Jimi Hendrix, que talvez seja a maior celebridade hippie internacional e por toda uma constelação de pop-stars que morreu vítima da overdose de drogas. No Brasil um nome de destaque nessa época é Raul Seixas, que lançou um dos slogans do movimento: “Faça o que tu queres pois é tudo da lei”.

Ainda no meio musical, os Beatles, banda de rock da Inglaterra, foi uma grande influência na época, não só na música como também no modo de vestir, corte de cabelo e a forma de ser, que foi modelo para muitos jovens daquela geração.

Uma das frases associada a este movimento foi “Paz e Amor” – “Peace and Love”, uma resposta á expressão “Ban the Bomb”, a qual criticava o uso de armas nucleares.






A minoria em sua maioria

22 03 2010

Por Magdalena Bertola

O termo minoria diz respeito a determinados grupos humanos e/ou sociais que estejam em inferioridade numérica em relação a um grupo majoritário e/ou dominante. Porém, em vários casos as chamadas minorias sofrem preconceito, mesmo sendo, na realidade, a maioria. Como no Brasil, onde ainda existe preconceito com negros, apesar de ser a maioria no país.

Nos filmes Um Sonho Possível e Preciosa, a minoria (ou maioria populacional e maioria desfavorecida), são contadas duas histórias de jovens americanos, pobres e negros, histórias que repercutiram no mundo todo ao irem para o cinema.

Michael Oher era um garoto sem família, sem dinheiro, sem casa e sem esperanças. Então um dia uma oportunidade apareceu, e a partir desta, muitas outras vieram.

Claireece Precious Jones era pobre, violentada pelo pai, abusada pela mãe, analfabeta e triste. A vontade de morrer e a falta de esperança eram fortes em sua curta vida, apenas 16 anos. Com ajuda de profissionais que atuam em escolas e muita luta, “Preciosa” começa sua jornada em busca de um mundo de amor.

Histórias como essas não são vivenciadas apenas na ficção, as minorias muitas vezes escondem grandes talentos e idéias incríveis, que geralmente não são vistos ou são desacreditados por causa da “honra” ou mesmo do que a sociedade pode pensar em relação a isso, aqueles que conseguem seu lugar ao sol, geralmente recebem uma espécie de milagre ou lutam incansávelmente para alcançar seus objetivos.

Um exemplo pode ser a cantora norte-americana Eunice Kathleen Waymon, mais conhecida como Nina Simone, que sofreu violência doméstica e preconceito pela sua cor e origem. Apesar disso, Nina foi uma das primeiras negras a ingressar na famosa e renomada Julliard School Of Music, além de ter cantado junto com Maria Bethânia e ter sido uma das artistas a cantar no enterro de Martin Luther King.  Uma de suas músicas mais famosas, Mississippi Goddam, fala sobe o assassinato de Medgard Evans , um ativista negro e de quatro garotas, também negras, em uma igreja do Alabama. Nessa música, “goddam” pode ser representado pelo fato de que o assassinato de 5 negros não era considerado algo de grande importância para a sociedade daquela época ao redor dos Estados Unidos, ainda mais em locais como o Mississippi, que é um dos estados em que a Ku Klux Klan era mais forte e tinha maior influência sobre a sociedade.

No Brasil, podemos ver o poeta e um dos precursores do Simbolismo, Cruz e Sousa, que teve a oportunidade de estudar, pois os ex-senhores de seus pais, os negros alforriados Guilherme da Cruz e Carolina Eva da Conceição. Continue lendo »