Os Coxinhas do Rock´n´Roll

29 03 2010

Por Stefanie Duarte

coldplay

No passado, na geração dos pais e avós da juventude de hoje, o que imperava era a rebeldia. As bandas que revolucionaram o século e estavam presentes no modo de vida dos jovens e adolescentes fazia o estilo rebelde por uma boa causa, fazendo a sociedade entoar Whole Lotta Love, do Led Zeppelin, músicas que não tem mais tanto espaço nos nossos dias.

Daí surgiram os chamados “Coxinhas”, que são aqueles que fazem o estilo do moço bem comportado, com letras onde tudo é lindo, ou amarelo, como diz o Coldplay, o maior exemplo do gênero, em Yellow.

Outro exemplo é o U2, que faz a linha dos politicamente corretos, ou um dos percussores do movimento; Robert Smith, líder do grupo The Cure no pós-punk dos anos 80. E as gravadores só tendem a lucrar com os lideres “coxinhas”, já que a temática de “roqueiro para casar” é o que mais agrada o público jovem “A vida sorriu tanto para nós, e por isso sentimos vontade de ajudar outras pessoas”, diz Chris Martin, vocalista do Coldplay, que participa de campanhas de caridade.

O bom moço é tratado como “fofo” pelas milhares de fãs ao redor do mundo. Também, não poderia ser pra menos, é exatamente isso que a denominação “coxinha” quer dizer. Fofo e oleoso, como uma coxinha.

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A minoria em sua maioria

22 03 2010

Por Magdalena Bertola

O termo minoria diz respeito a determinados grupos humanos e/ou sociais que estejam em inferioridade numérica em relação a um grupo majoritário e/ou dominante. Porém, em vários casos as chamadas minorias sofrem preconceito, mesmo sendo, na realidade, a maioria. Como no Brasil, onde ainda existe preconceito com negros, apesar de ser a maioria no país.

Nos filmes Um Sonho Possível e Preciosa, a minoria (ou maioria populacional e maioria desfavorecida), são contadas duas histórias de jovens americanos, pobres e negros, histórias que repercutiram no mundo todo ao irem para o cinema.

Michael Oher era um garoto sem família, sem dinheiro, sem casa e sem esperanças. Então um dia uma oportunidade apareceu, e a partir desta, muitas outras vieram.

Claireece Precious Jones era pobre, violentada pelo pai, abusada pela mãe, analfabeta e triste. A vontade de morrer e a falta de esperança eram fortes em sua curta vida, apenas 16 anos. Com ajuda de profissionais que atuam em escolas e muita luta, “Preciosa” começa sua jornada em busca de um mundo de amor.

Histórias como essas não são vivenciadas apenas na ficção, as minorias muitas vezes escondem grandes talentos e idéias incríveis, que geralmente não são vistos ou são desacreditados por causa da “honra” ou mesmo do que a sociedade pode pensar em relação a isso, aqueles que conseguem seu lugar ao sol, geralmente recebem uma espécie de milagre ou lutam incansávelmente para alcançar seus objetivos.

Um exemplo pode ser a cantora norte-americana Eunice Kathleen Waymon, mais conhecida como Nina Simone, que sofreu violência doméstica e preconceito pela sua cor e origem. Apesar disso, Nina foi uma das primeiras negras a ingressar na famosa e renomada Julliard School Of Music, além de ter cantado junto com Maria Bethânia e ter sido uma das artistas a cantar no enterro de Martin Luther King.  Uma de suas músicas mais famosas, Mississippi Goddam, fala sobe o assassinato de Medgard Evans , um ativista negro e de quatro garotas, também negras, em uma igreja do Alabama. Nessa música, “goddam” pode ser representado pelo fato de que o assassinato de 5 negros não era considerado algo de grande importância para a sociedade daquela época ao redor dos Estados Unidos, ainda mais em locais como o Mississippi, que é um dos estados em que a Ku Klux Klan era mais forte e tinha maior influência sobre a sociedade.

No Brasil, podemos ver o poeta e um dos precursores do Simbolismo, Cruz e Sousa, que teve a oportunidade de estudar, pois os ex-senhores de seus pais, os negros alforriados Guilherme da Cruz e Carolina Eva da Conceição. Continue lendo »